Especialistas chamam atenção para gastos elevados da Presidência venezuelana e o fracasso do projeto de estatização
Numa manhã de outubro passado, dois agentes do Gabinete da Presidência venezuelana saíram em missão especial do Palácio de Miraflores, um casarão neobarroco francês construído no centro de Caracas há 127 anos pelo conde italiano Orsi di Mombello. Eles dobraram a primeira esquina, atravessaram duas quadras e entraram na sede do Banco Central, uma caixa de concreto armado com torre de 30 andares, cujas superfícies texturadas e tramas filtrantes de ar e luz fizeram de Tomás Sanabria um ícone da arquitetura venezuelana nos anos 60.
No banco, recolheram US$ 5 milhões em espécie. Eram para despesas (US$ 500 mil por dia) da viagem que o presidente Hugo Chávez iniciaria naquela noite, com escalas em Moscou, Kiev, Teerã, Damasco e Trípoli.